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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO PAULINO ACERCA DA MULHER


Sabe-se que o mundo bíblico é de caráter machista, por sua vez menosprezava a figura feminina como sendo portadora de má influência ou até mesmo de má sorte. Paulo ao longo dos anos foi mal interpretado no que diz respeito a mulher, tanto que a ênfase na submissão feminina em relação ao masculino é reforçada pela Igreja, mulher esta colocada à margem de uma eclesiologia.

Atualmente, com as releituras, com as novas descobertas sobre os escritos de Paulo e com a teologia feminista é que se vem pensando, ou melhor, repensando o papel da mulher junto a Igreja. Tomemos por exemplo, a recomendação de Paulo: «Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos e de mim inclusive. Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus» (Rm 12, 1-3). Percebemos o valor da mulher, o quanto Paulo as estima como mulheres que fazem parte do corpo eclesial, «Febe, que está servindo à igreja de Cencréia». Não se trata de um serviço, unicamente, ao templo, mas a Igreja, ou melhor, a uma teologia eclesial.

No Pentecostes, por exemplo, a figura de Maria, a Mãe de Jesus que é mencionada e venerada sobre a dimensão de sua maternidade, e o deve também ser, esquece-se de sua feminilidade e de seu papel, como mulher, junto a caminhada de Jesus e, principalmente, dos apóstolos. Ora, o relato do Pentecostes nos diz que «Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele» (At 1, 14). «Com as mulheres, a mãe de Jesus», esta colocação do autor dos Atos nos remota o quão as mulheres eram presentes na vida da Igreja nascente. Obviamente, Paulo, denominando-se, e gostava que assim fosse chamado, apóstolo não poderia ignorar, e com certeza não ignorou, o papel das mulheres. Assistindo ao documentário São Paulo, produzido pela BBC, Vê-se o carinho que Paulo tinha para com as mulheres. Tanto que se afirma que o primeiro cristão a ser convertido em Filipo, possa ter sido uma mulher. Sobre Maria, Paulo pouco, ou quase nada, escreve.

Há sim uma releitura do papel da mulher na Igreja, a partir da concepção de cristão que Paulo tinha. «Nem judeu, nem grego, nem homem, nem mulher», claro que Paulo não está querendo tirar a particularidade de cada um, pelo contrário, afirmá-la e saber que em Cristo Jesus somos um.

Na Carta Apostólica, Mulieris Dignitatem, de João Paulo II, ele coloca que a dignidade da mulher tem assumido, em anos recentes, um relevo todo especial e, mais, segundo a mesma Carta, o Concílio Vaticano II afirma que «a hora chegou em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um alcance, um poder jamais alcançados até agora. Por isso, no momento em que a humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres iluminadas do espírito do Evangelho tanto podem ajudar para que a humanidade não decaia» (cf. Mulieris Dignitatem 1).

Historicamente, indícios de círculos tanto judaicos quanto greco-romanos mostram que mulheres desempenhavam papéis de liderança entre tais grupos. No judaísmo, dados arqueológicos e outros demonstram que algumas mulheres nos primeiros séculos d. C. ocuparam posições como a de chefe de uma sinagoga (archisynagogis), líder (archegissa), anciã (presbytis), “mãe da sinagoga” (mater synagogae) e sacerdotisa (hiereia), como coloca Valerie Abrahamsen no Dicionário da Bíblia, Volume 1. Paulo, judeu praticante, conhecia bem estas responsabilidades confiadas as mulheres, portanto, conclui-se que Paulo nada tem de contra ou agressivo a mulher. A Igreja, vem repensando, revendo a sua posição em relação a mulher no ministério da Igreja. Mesmo sem ela reconhecer, as mulheres exercem um importante papel na América Latina frente as comunidades que não se tem assistência eclesiástica programada.
Diác. José Roberto, CSsR
Zezinho

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A LIBERDADE CRISTÃ



Em Gálatas 5,1, Paulo exorta os Gálatas e a nós ficarmos “firmes na liberdade com que Cristo nos libertou”, e não mais meter-nos “debaixo do jugo da servidão”. No versículo 13, ele nos fala o abuso desta liberdade da justificação cristã.
Quem quiser ser salvo pela graça e então usar esta verdade como desculpa para pecar, mostra que não está na graça. Tanto no tempo de Paulo como em nossos dias, há quem diga: “Se a lei foi satisfeita por Cristo, e se somos salvos pela fé nEle - de tal maneira que não podemos perder esta salvação, então podemos continuar a viver em pecado”.
Antes de entrarmos na antítese liberdade – servidão, os quais não estão dissociados, é interessante observarmos o termo e suas freqüência. O adjetivo evleu,qeroj é usado 16 vezes, o substantivo evleuqeri,a 6 vezes, o verbo evleuqero,w 5 vezes e avpeleu,qeroj uma vez. Segundo o livro, O Cristão na teologia de Paulo, o termo liberdade “no sentido primário, estas palavras designam uma realidade social, a liberdade em oposição à escravidão, ou então uma realidade mais interior, a liberdade das consciências, a independência diante dum constrangimento externo e o acesso a um mundo de atividades em que as energias humanas têm campo aberto” (p. 465). A carta aos Gálatas sintetiza esta compreensão: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5,13-16).
A liberdade cristã, segundo Paulo, é um estado ou condição que o crente tem diante de Deus em Cristo, e um sentimento que corresponde a esta condição. “Livres do medo temos ficado, Jesus morreu levando o pecado”. É um estado de justificação e liberdade da condenação, o qual temos em Cristo. Romanos 8,1 diz: “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito”. Vejamos, também, João 8,36 e Gálatas 5,1. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão”.
Este sentimento será determinado pelo sistema particular de escravidão, no qual se vivia antes de confiar em Cristo. Quem tentava ser salvo guardando os dez mandamentos se sentirá aliviado da incerteza e mal-estar que sentia, tentando ser salvo assim. Quem estava escravizado a um sistema pagão, no qual tentava agradar os deuses através da flagelação, sentir-se-á feliz ao ver a verdade que a salvação vem, através do sacrifício de Cristo.
A escravidão religiosa é aquela que oferece salvação a preço dos méritos ou obras humanas. Cristo nos tornou livres do domínio de qualquer lei que coloque um com preço na salvação. Havia uma, mas Cristo a tirou ao pagar por ela com Seu sangue.
O amor é o cumprimento da lei. Enquanto se tenta ser salvo pela lei, não se age pelo amor, mas simplesmente por medo. Mas na liberdade da lei como modo de salvação, o crente em Cristo age pelo amor. E o modo de cumprir a lei como regra de conduta é amar ao próximo. Paulo cita Levítico 19, 18, mas não o usa como Moisés fez. O “próximo” segundo Moisés era um dos filhos de teu povo, isto é, um judeu ou israelita. Mas “próximo”, segundo Paulo, equivalia a cada pessoa. Paulo aprendeu de Cristo quem é nosso próximo. Cristo nos diz quem ele é na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10,25). Em Romanos 13,10, Paulo nos diz como o amor cumpre a lei. “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor”.
Brown disse: “Não é a confissão honesta das nossas convicções, mas o temperamento que não é cristão no qual a confissão é feita que produz tanto mal. Efésios 4,15: “Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”.
Vimos diante da compreensão de liberdade – servidão de Paulo que a situação “de escravidão sob a Lei, considerada segunda nossa ótica moderna, pode-se exprimir mais ou menos assim: a Lei, como regime de vida religiosa, obriga a observância aviltantes” (p. 467). É na carta aos gálatas que percebemos o entendimento da antítese acima, enfatiza o apreço pela liberdade que os verdadeiros cristãos têm por meio de Jesus Cristo. Assim, a liberdade cristã se caracteriza antes de tudo como vida filial (Gl 4,4-7); supõe, portanto, que seja rejeitada qualquer falsa concepção de Deus (idolatria, magia) para reconhecer em Deus o Pai de Jesus Cristo, aquele ao qual podemos dizer: Abba!
Paulo propõe o mandamento do amor como norma geral para a “fé que atua na caridade” (G l5, 6.13), fazendo como que ela produza os “frutos do Espírito” de Cristo em nós (Gl 5,22-23), onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2Cor 3, 17); opostos ao egoísmo humano. Por outro lado, Paulo na carta aos Romanos estabelece uma relação paradoxal, quando diz que “a lei do Espírito da vida te libertou da lei do pecado e da morte” (Rm 8,3). Acima de tudo, o interesse apaixonado de Paulo é a libertação da servidão sob o jugo da lei, mas, “ao invés, nos conduz à lei do Espírito pela qual o homem é libertado da escravidão a uma lei despersonalizada e despersonalizante . É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Ainda mais, diz Paulo: “intrusos, esses falsos irmãos que se infiltraram para espiar a liberdade que temos em Cristo Jesus” (Gl 2,4). Para o apóstolo, esses eram homens que “honravam mais a lei escrita do que a Jesus, o Salvador. Viam Jesus meramente como um reforçador da lei, enquanto que para o apóstolo, a primeira coisa e a mais essencial era receber Jesus Cristo na fé, com gratidão, como o dom imerecido do Pai” . Sob a problemática da liberdade em Paulo, fica muito difícil precisar o que se justifica pela lei. Conclui-se que a lei só se compreende em Cristo. Ele é a Nova e Eterna Aliança. O Antigo Testamento foi escrito num livro com aspersão de sangue (Hb 9); assim, o Antigo Testamento é uma aliança na letra.
A liberdade cristã, por sua vez, não é libertinagem, e os frutos do Espírito se opõem às obras da carne (Gl 5, 13-26). A visão cristã não é vaga; ao contrário, exige caridade prática, como refletimos antes, (Gl 6, 1-6) e que se semeie a boa semente com vistas à colheita (Gl 6, 7-10). Paulo conclui com advertência aos judeus e protesto de que, para ele, Cristo é o centro de todas as coisas (Gl 6, 11-18). Assim, o cristão livre é aquele que se deixa transformar inteiramente pelo Cristo morto e ressuscitado. É a nova criatura (2cor 5, 15-17 ).
Diác. José Roberto, CSsR
Zezinho

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

IGREJA E INTERNET


Hoje, diante do avanço tecnológico, especificamente nas comunicações sociais, a Igreja vê-se “obrigada” a lidar com ele, mesmo porque não se trata de um avanço negativo, negativo pode se tornar através de seu mau uso. Aliás, tudo que não é usado com ética e dignidade, torna-se hostil a humanidade. O Papa João Paulo II, sabiamente, percebeu esta realidade e declarou no 35º Dia Mundial das Comunicações Sociais, em sua mensagem é destacada: “Portanto, no nosso tempo é necessário que a Igreja se empenhe de maneira ativa nos mass media. Os católicos não deveriam ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma que a sua Boa Nova possa ser ouvida sobre os telhados do mundo!” (3). Que bonita posição profética, enraizada na cultura hodierna. Não podemos fechar os olhos diante desta realidade eminente. A nossa pastoral não comporta mais uma linguagem fora do mundo da comunicação social.
Num documento do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (PCCS), com o título Ética na Internet, o mesmo caracteriza a internet como “instantânea, imediata, de alcance mundial, descentralizada, interativa, expansível até ao infinito em termos de conteúdo e de alcance, flexível e adaptável a um nível surpreendente” (7). Assim, foi conceituada a internet pelo Magistério da Igreja, isto é, um rico e frutuoso meio de comunicação que está a serviço da evangelização. Do qual não podemos ter receio, ou até mesmo medo, de usá-lo a serviço do Evangelho, mesmo porque é, também, um meio eficaz para chegarmos aos jovens, principal foco da Igreja atual. Os discursos moralistas devemos deixar de lado, pois há aqueles e aquelas que dizem ser ofensa a pobreza, é sem sombra dúvida, um pobre de espírito e de visão profética. Os tempos atuais necessitam desta inclusão. De Norte a Sul, de Leste a Oeste do globo terrestre faz-se uso desse precioso meio de comunicação, a internet. O PCCS, através do Documento Igreja e Internet, adverte-nos:

O interesse da Igreja pela Internet constitui uma particular expressão do seu antigo interesse pelos meios de comunicação social. Consideramos os meios de comunicação como o resultado do processo histórico-científico, mediante o qual a humanidade foi “progredindo cada vez mais na descoberta dos recursos e dos valores contidos em tudo aquilo que foi criado”, a Igreja tem declarado com freqüência a sua convicção de eles são, em conformidade com as palavras do Concílio Vaticano II, “maravilhosas invenções técnicas” que já contribuem em grande medida para ir ao encontro das necessidades humanas e pode fazê-lo ainda mais (1).

Os meios de comunicação social são vistos como dom de Deus a humanidade, como nos afirmou o Papa Pio XII, em sua Carta Encíclica Miranda prorsus (1957), a mais de 40 anos atrás. “a Igreja encara estes meios de comunicação social como ‘dons de Deus’ na medida que criam laços de solidariedade entre os homens”. É, por conseguinte, inadmissível que queiramos retroceder hoje, onde a Igreja a tempos já estava aberta aos meios de comunicação social. Fechar-se é o primeiro sinal de declínio profético. Cristo é o fundamento e objetivo da comunicação, é Ele o “protótipo da comunicação entre os homens” (II 2).
A sociedade civil percebeu que a internet é um frutuoso meio, do qual faz uso para seu desenvolvimento. A internet é um meio eficaz, rápido e que interliga nações. Dentro desta ótica, a Igreja busca compreender a comunicação social a fim de manter um “diálogo honesto e respeitoso” com todas as pessoas que estão e são do meio da comunicação social. Pois a Igreja é “uma comunhão de pessoas e de comunidades eucarísticas que derivam da comunhão com a Trindade e nela se refletem”. A comunicação está no ser da Igreja, ela é uma relação de pessoas, a qual implica no comunicar-se, daí a necessidade de compreender a internet a fim de se comunicar com todos que fazem parte desta comunhão.
Faz-se necessário conhecer a internet para que se faça um bom uso dela, como coloca o Documento Igreja e Internet, no número 5,
atualmente a Igreja precisa compreender a Internet. Isso é necessário a fim de que ela possa comunicar-se eficazmente com os indivíduos – de modo especial com os jovens – que se encontram mergulhados na experiência desta nova tecnologia, e também com relação a fazer bom uso da mesma.

À medida que vai conhecendo os meios de comunicação, vai-se, também, percebendo os seus benefícios, “Eles transmitem notícias e informações acerca de eventos, idéias e personalidades religiosas: servem como veículo para a evangelização e a catequese” (5). Especificamente a internet,
Ela oferece às pessoas um acesso direto e imediato a importantes recursos religiosos e espirituais – livrarias grandiosas, museus e lugares de culto, os documentos do ensinamento do Magistério, os escritos dos Padres e dos Doutores da Igreja, assim como a sabedoria religiosa de todos os tempos. Ela tem a impressionante capacidade de ultrapassar a distância e o isolamento, levando os indivíduos a entrarem em contato com as pessoas de boa vontade que nutrem os mesmos interesses e que participam das virtuais comunidades de fé para se encorajarem e auxiliarem umas às outras (5).

A Internet é um “poderoso” meio para a evangelização. Não se tem o porquê de temê-la. É, na verdade, uma aliada a serviço da pastoral, servindo por exemplo, para “muitas atividades e programas da Igreja: a evangelização, incluindo a reevangelização, a nova evangelização e a obra missionária tradicional ad gentes, a catequese e outros tipos de educação” (II 5). Mesmo sendo uma realidade virtual, ela une e integra nações, crenças.
A internet é necessária para quem quer atingir os adolescentes e jovens, dentre outros casos específicos, estes que cada vez mais, tornam-se usuários frequëntemente da internet. Devemos criar blogs, páginas que eduquem na fé trazendo temas da realidade jovem, criar orkut a fim de instruir os usuários, estes são meios de evangelização. É saber ler os sinais dos tempos. Caso contrário, não teremos condições de dialogar com as pessoas que usam a internet.
A Igreja encoraja-nos a compreender a internet como meio, como instrumento tanto no âmbito para fora, como intra-eclesial. “A Igreja também precisa compreender e usar a Internet como instrumento para comunicação internas” (II 6). A Igreja pede, com urgência que se faça uso deste veículo de comunicação:
Hoje, todos precisam de algumas formas de educação mediática permanente, mediante o estudo pessoal ou a participação num programa organizado, ou ambos. Mais do que meramente ensinar técnicas, a formação mediática ajuda as pessoas a formarem padrões de bom gosto e de verdadeiro juízo moral, um aspecto da formação da consciência [...] No que diz respeito a Internet, a educação e o treinamento devem constituir uma parte dos programas compreensivos de formação a respeito dos meios de comunicação, disponíveis para os membros da Igreja ( II 7).

Uma realidade que não dá mais para camuflar, e pior, negar. Temos que nos prepararmos para lidar com esta realidade que é, inclusive, muita boa e que faz bem àquelas pessoas que a usam.
O Magistério, no número 7, do referido Documento, incentiva os seminaristas, sacerdotes, religiosos e leigos comprometidos com a pastoral, aos professores, pais e estudantes a terem uma devida formação no que diz respeito a internet, pois só se pode tomar posição ou instruir à medida que se conhece.
A formação sobre a internet é exigente e requer discernimento de como fazer uso da mesma. Como mencionado no início desta reflexão, tudo que não se sabe usar, certamente torna-se um perigo. É, comprovadamente, reconhecido os benefícios trazidos pela Internet para toda a humanidade e que sua formação não pode ser, unicamente, técnica. Mas, além da técnica, ensinar e aprender de como agir dentro desta realidade.
Uma má formação, pode fazer com que se tenha, como coloca o Documento, “sites que instigam ao ódio, destinados a difamar e a atacar os grupos religiosos e étnicos”. E, hoje, a pornografia e a prostituição estão cada vez mais presentes nesta sociedade hedonista. Por isso, é urgente que tenhamos consciência de que podemos formar homens e mulheres íntegros no uso da Internet, pois ela não é, de modo algum, ruim. Corroboro as palavras acima, isto é, de que ruim é o que fazemos dela, ou seja, uma má formação para seu uso.
Por fim, lembrar que somos humanos e não podemos abrir mão do encontro, do contato. Sem dizer que só somos Igreja à medida que formamos comunidades. Nada substitui o fraterno convívio pessoal. No final do Documento, há uma exortação aos líderes da Igreja, agentes pastorais, educadores e catequistas, pais, crianças, jovens e a todas as pessoas de boa vontade pedindo-os que tenham uma formação na área da comunicação social, especificadamente, na Internet veículo “maravilhoso e fascinante”.
Diác. José Roberto, CSsR - ZEZINHO