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segunda-feira, 8 de março de 2010


Jornal Gazeta da Lapa, Ed. 065. out / 09. mat. / entrevista / pe.Zezinho/ jornalista / Ispedito Nunes.

ENTREVISTA COM O PADRE ZEZINHO

ENTREVISTA:

Gazeta da Lapa – Onde e como o senhor viveu a sua infância?
Padre Zezinho – Vivi minha infância em minha cidade natal, Conceição do Coité, que fica a 210 Km da capital Salvador. Procurei, mesmo sem ter noção na época, viver minha infância de maneira sadia, como qualquer garoto de uma cidade do interior. Brinquei muito, fui criança, aproveitei o tempo. A coisa que eu levava mais a sério era a brincadeira. Por isso, vejo, hoje, com saudades minha infância. Fui o que tinha que ser.

Gazeta da Lapa – Houve alguma forma de reprovação ou resistência quanto à sua vocação religiosa quando aconteceu a descoberta?
Padre Zezinho – Rejeição quanto a minha vocação não, houve sim, comentários, os quais as vezes sem fundamentos. Mas não dei ouvidos.

Gazeta da Lapa – Quais foram os caminhos percorridos pelo padre Zezinho até chegar em Bom Jesus da Lapa?
Padre Zezinho – A minha caminhada vocacional ao sacerdócio começou a partir do momento em que escrevi para o secretariado vocacional redentorista. Isso em 1998. 2000, entrei no seminário aqui na cidade de Bom Jesus da Lapa, no ano seguinte, transferir-me para Salvador para estudar Filosofia, onde fiquei até 2002. 2003, passados dois anos fui morar em Goiânia. Passei um ano e voltei a Salvador para cursar a Teologia. Em 2007, 28 de outubro, em Salvador, recebi a ordenação diaconal. No dia 26 de abril de 2008, na minha cidade natal, Conceição do Coité, fui ordenado sacerdote pelas orações e imposição das mãos de Dom Gregório Paixão, bispo auxiliar de Salvador. Em setembro de 2008, transferiram-me da cidade de Senhor do Bonfim para Bom Jesus da Lapa.

Gazeta da Lapa – O senhor é do tipo que lê muito, pesquisa e se atualiza pra contextualizar a evangelização. O que te levou a tomar essa linha de pregação?
Padre Zezinho – Cristo viveu uma época de muita marginalização, de uma exclusão cruel. Ele compreendeu e leu o seu tempo. Falou de Deus encarnado na história. A linha de pregação que tomei, é baseado em Cristo. Lendo os evangelhos, faço-me uma pergunta antes de cada missa, o que o evangelho lido tem a ver com o dia-a-dia meu e das pessoas que me ouvirão. Daí, tiro as implicações para o hodierno. O que Cristo falaria neste contexto. Sabemos, pois, que aconteceram mudanças radicais, com a técnica, a cibernética, a sociedade tomou outros rumos. Como falar de Deus em meio a tudo isso. Contar as histórias do passado, falar de um Deus que não interpela com o ser humano não é minha linha de pensamento. Por isso, falo das coisas rotineiras, da realidade de cada um. Com isso, sei que corro o risco de algumas pessoas se espantarem por não terem costume de ouvir o que falo, mas tudo tem seu preço, foi para isso que fui formado, para dar o melhor de mim sem querer agradar gregos e troianos. É verdade, leio bastante para poder discernir melhor o caminho de Deus. Gosto de poesia, poema, sonetos, músicas. Acredito que os poetas lêem em uma linguagem simbólica nossa realidade. Vejo a Bíblia como um enorme livro de poemas e poesias de um Deus apaixonado pela sua criatura. Vejo Jesus como um grande poeta, leu, como ninguém, a “alma humana” e revelou-nos um Deus humano cheio de afeto e de ternura.

Gazeta da Lapa – Suas homilias são sempre recheadas de citações clássicas de autores celebres, literatos, filósofos, compositores, psicólogos, etc. Essa é uma nova tendência da Igreja Católica, ou apenas a sua capacidade de mudar segundo as necessidades da sua Paróquia?.
Padre Zezinho – Não diria que seja uma tendência da Igreja, mas uma coisa pessoal. Como falei acima, nas belas canções, encontro composições que resumem meu pensamento. Por exemplo, a máxima que quero viver encontrei numa composição de Victor Garcia, cantada por Mercedes Sosa, intitulada Sólo Le pido a Dios (Eu só peço a Deus), diz um trecho da música: Sólo le pido a Dios que el dolor no me sea indiferente, que la reseca muerte no me encuentre vacío y solo sin haber hecho lo suficiente. (Eu só peço a Deus que a dor não me seja indiferente, que a morte não me encontre um dia solitário sem ter feito o que eu queria). Isso é o que procuro viver todos os dias. Na letra da música, encontrei o que pensava de forma profunda e sintética. Que capacidade tem os poetas! Na Filosofia, encontro os meios pelos quais o meu raciocínio é levado a perceber a diferença entre o essencial e o secundário. É um estado de espírito. Na psicologia, não que ela detenha o todo, encontro caminhos para me ajudar a compreender melhor minhas manifestações e as de outrem. Repito, ela não é máxima da leitura do ser humano. O humano é maior do que todas as ciências, as tecnologias, como me falou meu amado amigo.

Gazeta da Lapa – O seu tipo de pregação esta sendo considerado em sua Paróquia, como inovador na Igreja Católica. O senhor acha que os fiéis contemporâneos dormem nas homilias com base exclusivas nas três leituras da missa
Padre Zezinho – Não nego que já ouvi comentários sobre minhas homilias, algumas favoráveis outras não, mas não me cai nenhum cabelo por causa disso. As pessoas, uma boa parte, não percebem que mesclo todas as leituras numa linguagem contextualizada. Não fico repetindo as palavras das leituras, isso ouviram durante a proclamação da Palavra. A homilia, vejo, é para elucidar o que foi dito, é para transpor o que aconteceu para a atualidade. Procuro, nas homilias, chamar a atenção de todos sobre uma única coisa adormecida em nós, o amor. As pessoas vivem a superficialidade das relações e pensam que amam. Esvaziam a palavra amor. Faço minha as palavras de Luís de Camões: “Amor é um fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer”. Amar é amar. Não tem razões e não tem porquês, como diria Carlos Drummond de Andrade. Tento demonstrar que Deus é amor, tento dizer para as pessoas que sintam isso, que não fiquem só na palavra, mas que transcendam. Quanto ao dormir durante as homilias, sem querer ter falsa modéstia, até hoje durante as missas que presido não percebi isso ainda. Pelo contrário, vejo os fiéis atentos e de olhos arregalados, talvez pela forma como celebro.

Gazeta da Lapa – Qual a sua opinião sobre o Santuário de Bom Jesus da Lapa?
Padre Zezinho – Sem sombra de dúvida é uma obra magna da natureza. Percebo que o lapense não dá o devido valor a esta obra graciosa que é o Santuário. Mas, vou e volto, geralmente, nós quando temos algo não sabemos dar valor. No que diz respeito à romaria, vejo-a como manifestação de uma fé simples, mas enriquecida de sentimentos verdadeiros. O romeiro do Bom Jesus tem grandes diferenças dos romeiros de outros lugares sagrados. É um romeiro muito espontâneo, simples. Um romeiro que dialoga com o Bom Jesus. O que o faz diferente, impar.

Gazeta da Lapa – E sobre esta cidade?
Padre Zezinho – A cidade de Bom Jesus da Lapa por ser uma cidade turística, deveria ter melhores acessos, melhor infra-estrutura, melhor planejamento. Uma outra coisa, é que percebo o descaso do poder público, seja ela municipal, estadual e pior federal. Por exemplo, a saúde, qualquer exame simples, que não seja o laboratorial, aqui não se faz. Qualquer pessoa que tenha um caso mais grave de saúde, nem tão grave assim, é levada para as cidades da região. A cidade da Lapa, por ser longe de grandes cidades, deveria ter uma melhor assistência médica. Em síntese, basta olharmos o caos em que se encontram as nossas rodovias.

Gazeta da Lapa – Dentre os seus paroquianos ou até mesmo algum confrade já lhe interpelaram quanto a sua forma de celebrar?
Padre Zezinho – Já, tanto entre os paroquianos quanto aos confrades. Mas faz parte, nada que me tire o sono. Vejo como algo positivo, pois é bom ser diferente, isso me deixa em êxtase, sou diferente.

Gazeta da Lapa – O que o senhor acrescentaria a esta entrevista, que não lhe foi questionado?
Padre Zezinho – Acrescentaria que vou continuar com a forma de evangelizar que venho tendo, mesmo que algumas pessoas não compreendam. Que prefiram estar pelas “bordas” do que ir ao centro. Devo dar o melhor de mim, não agir na lei do menor esforço. Por fim, agradeço ao jornal Gazeta da Lapa, na pessoa de Ispedito Nunes, pela entrevista e dedico esta entrevista, como tudo em minha vida, ao meu amado amigo. Ponho-me a disposição da comunidade lapense e aberto, inclusive, a comentários.

Amizade, casamento de almas!


Encontro-me sozinho com os meus pensamentos, os quais são como flashes, relâmpagos. Agem numa velocidade incrível. Assim são os pensamentos. Dentre muitos, há os que me assolam no momento. Meu Deus! Tem um que está fazendo cócegas em minhas ideias, a amizade. Já escrevi algo sobre a amizade num outro momento. Mas como ela sempre volta aos meus pensamentos, resolvi escrever sobre ela novamente. Volto a repetir, não tenho receitas prontas acerca do que seja esta nobre realidade do humano.
Lendo Rubem Alves, “E aí? Cartas aos adolescentes e a seus pais”, uma frase me chamou a atenção. Na verdade ele, Rubem, cita uma letra da música de Roberto Carlos: “Eu quero ter um milhão de amigos”. Sempre fui da mesma opinião de Rubem, “a amizade requer tempo”. Concordo. É também minha opinião sobre a amizade. Como poderemos dar tempo a milhões de amigos. A amizade é algo seleta por ela mesma. Requer reciprocidade, casamento de almas, um ser um eu no tu, sem que ambas as partes percam suas individualidades. É mais do que um estar juntos, é um namoro entre duas almas que se deram, sem reservas, uma a outra. Não se trata de uma disfunção da sexualidade, como os hipócritas , diria Jesus, quer ver. É um prazer incomensurável, que não se restringe a corporeidade, mas sim a uma realidade ontológica, transcendente. Foge, escapa da reles razão. É uma realidade que só entende quem a vive. Camões percebeu e narrou em seu soneto: “Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade se tão contrário a si é o mesmo amor?”. Parece paradoxal, mas é tão profundo que as palavras, as mais belas possíveis, não conseguem dizer como é ou o que seja a amizade, parafraseando Luís de Camões, diria: “é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer”.
A amizade é tão profunda que não conseguimos dizer, nem ensaiar, o que seja. Só vai compreender quem vivê-la, do contrário verá uma “frescura”, um “grude”. Lembro que é característica da amizade o desejo, insaciável, de está juntos, de compartilhar momentos, os mais “bobos”. Assim é a amizade. Muitos preferem ver a amizade como algo pegajoso, a estes cito-lhes o livro de primeiro Samuel, capítulo 18, versículo 1: “a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma”. É mais do que um simples encontro, é um, como já mencionei acima, casamento de almas, onde uma toca a outra sem usurpar. Que grandiosidade é a amizade. O que se ligou a Davi não foi puramente o racional de Jônatas, mas e, principalmente, o transcendente, a alma. O que havia de mais profundo em Jônatas, tanto assim que Davi vai dizer que “caíram os poderosos, no meio da peleja! Jônatas nos teus altos foi morto. Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres” (2Samuel 1,25-26). Que coragem de Davi assumir esta verdade: “Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres”. Hoje, na sociedade em que vivemos, assumir isso, poderia algum hipócrita - ‘Upokrith,j (ripokrités) – gritar que esteja acontecendo um declínio do machismo caduco. Mas quem é amigo pode, deve, ter consciência disso, que o amor do amigo é excepcional. Chamo-os de hipócritas, quem age assim, por está sendo simulado, falso. Uma vez que sabe que há este desejo, esta vontade de amar com a alma alguém, mas em nome da rudez não se permite. E, pior em nome do que os outros vão pensar. Dane-se aquilo que os outros vão pensar. No uso da liberdade, devemos agir com o coração, realizar o que sentimos.
Ponho-me a imaginar que amigo especial deve ter sido Jesus. Ele afirmou: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15,15). Meu Deus! Que amigo! Deu-se a conhecer totalmente. Percebemos isto na expressão, “porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer”. A pequena partícula “tudo”, significa todo o Projeto de Deus. Não houve reservas de Jesus para com seus amigos. Falou-lhes às claras, falou-lhes do seu âmago. Assim são os amigos, revela-nos sua intimidade e conhece a nossa. Perante um amigo, ficamos despidos de qualquer entrave humano, ele nos conhece integral e totalmente. Para isso custa-nos, pois só agirá assim quem é realmente amigo.
O viver a amizade não é para todos. Exige uma investida de nossa parte. Isso não é fácil, é, sem sombra de dúvida, uma saída de nós mesmos para encontrar um tu e formamos um nós. É amar o outro do jeito que ele é, sem querer moldá-lo à nossa maneira. É custoso, mas prazeroso. Devemos ser mais amigos do que esperar amizade. Veio-me a oração atribuída a São Francisco de Assis quando diz: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado”. Podemos rezar assim: “ser mais amigo do que esperar amizade”. Realmente só um místico para interiorizar isso e rezar com a alma. Há uma canção, não conheço a autoria, que diz: “fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas”. Seja amigo, dê a amizade.
A você que tem um amigo, não tenha medo de dizer que o ama, que suas almas se encontraram e mais, casaram-se. Não tenha medo de assumir seu amor pelo amigo, lembre-se de Davi e Jônatas, “mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres”. Acrescento ainda com as palavras de Jesus. “E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer” (Lc 12,4). Não devemos ficar pensando naquilo que os outros poderão pensar de nós. Como disse Jesus, poderão até matar o corpo, mas nunca nos tirará o prazer da alma, a liberdade conquistada. Aristóteles em Ética a Nicômaco, diz que a amizade é mais fácil surgir entre os jovens do que nos mais velhos, pois quando chegar a velhice terá um amigo adquirido na juventude. Com esta idéia aristotélica, lembrei-me da carta de Epicuro a Meneceu quando diz: “porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito”. Para atingir o alto grau da amizade só com o passar dos anos. No início poderá surgir o desejo da amizade, o que faz parte de sua lógica, mas ela mesma, só surgirá com o passar do tempo. Quando for provada.
A amizade, por si só, faz sua seleção. Não haverá muitos amigos ao seu redor. “Sejam numerosas as tuas relações, mas os teus conselheiros, um entre mil” (Eclesiástico 6,6). Sabedoria do livro de Eclesiástico. Teremos muitas pessoas queridas de quem nós gostaremos e que gostarão de nós. Mas amigo, este será um em um milhão e olhe lá. É comum ouvirmos: “meu amigo de infância”. Será? Amizade nunca finda. Quando “ela” findar é porque nunca principiou. Houve o desejo, que é uma de suas etapas, mas não a amizade. Como diz o adágio popular: “entre a amizade pode haver mil vírgulas, mas nunca um ponto final”.
Anos idos, não me recordo quando, recebi um cartãozinho que dizia que “nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é sempre um bom irmão”, não é que isso está no livro dos Provérbios, capítulo 18, versículo 24. Está lá. “Há amigos que levam a ruína, e há amigos mais queridos do que irmão”. Por isso não se espante quando tiver um sentimento maior por um amigo do que por seu irmão. Amigo é amigo. A nossa tendência é nos sentirmos culpados por gostar mais de um amigo do que o irmão, pois dado que o irmão é sangue do meu sangue. A sensação de que pertencendo a consanguinidade deva gostar mais. O que não acontece quando encontramos um amigo. E isso as vezes pode deixar um desconforto interno. Quando sabemos, com a vida, o que é a amizade, isso não nos incomoda, pelo contrário ratifica.
Ambrósio vê a amizade como a realidade mais bela da terra. “A amizade deve ser constante, perseverante no afeto: não devemos como as crianças, mudar os amigos, seguindo a volubilidade dos sentimentos... Conservai, portanto, ó filhos, a amizade que haveis contraído com vossos irmãos, porque essa é a mais bela entre as realidades daqui debaixo”. As vezes, falta-nos palavras para expressar o que não é a amizade, por isso faz-se uso de alguns termos, como por exemplo, o que disse Ambrósio, “não devemos como as crianças, mudar os amigos”. Claro que, como falara anteriormente, uma vez amigo sempre amigo. Quando a amizade principia se torna eterna. Não há fim. Se findar é porque não principiou.
A amizade, coloca Carlo Rocchetta, “tem necessidade da ternura como dileção, refinada sensibilidade, disponibilidade para dar e receber afeto mútuo, ajuda recíproca”. Só aos sensíveis será dada a capacidade da percepção da intimidade do outro. A sensibilidade não diz respeito a gênero, se homem ou mulher, mas a todo ser humano. Pois a nossa cultura não admite ao homem ser sensível, pois isso vão dizer os sem estruturas psíquicas, “é coisa de mulher”. Pobre dos que pensam assim. Estaria negando sua humanidade. A sensibilidade é intrínseca a humanidade. Penso que só seremos divinos quando atingirmos o alto grau da humanidade. Aí você chama do que quiser: êxtase, transe, divinização. Só sei que é divinamente humano.
Por fim, a amizade é um adentrar no mais profundo do outro. É estar dentro do outro. Finalizo com as palavras de Khalil Gibran: “Se o amigo vos confia seu pensamento, não lhe escondais o vosso. Quando ele cala, vosso coração não cessa de ouvi-lo, porque na amizade cada pensamento, desejo ou esperança nasce em silêncio e se comporta com alegria”.
José Roberto Miranda Ramos
Zezinho