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segunda-feira, 7 de julho de 2008

OS LEIGOS NO DOCUMENTO DE APARECIDA

Assim como na Lumen Gentium, os leigos no Documento de Aparecida (DA) são colocados em uma singular importância, haja vista que “os melhores esforços das paróquias neste início do terceiro milênio devem estar na convocação e na formação de leigos missionários” (174). Isso caracteriza o leigo, pois, “só através da multiplicação deles poderemos chegar a responder as exigências missionárias do momento atual” (174). Quem são os leigos? O DA recorrendo a Lumen Gentium 31, coloca que: “os fiéis leigos são: ‘os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei’” (209). E que realizam, de acordo a sua condição “a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (209). E citando o Documento de Puebla, número 786, afirma que são “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”.

Os leigos devem transformar as realidades em que vivem, como também, a criação “de estruturas justas segundo os critérios do Evangelho” (210), uma vez que chamados, também, a “participar na ação pastoral da Igreja, primeiro com o testemunho de vida e, em segundo lugar, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado, segundo as necessidades locais sob a guia de seus pastores” (211). No qual os pastores, conforme o próprio Documento, devem, sem medo, “abrir para eles [leigos] espaço de participação e confiar-lhes ministérios e responsabilidades em uma Igreja onde todos vivam de maneira responsável seu compromisso cristão (211). Mas, para tal, é necessário uma adequada formação, a qual deve estar ligada ao testemunho de vida de ambos, de quem transmite e de quem recebe esta formação.

Os pastores devem ter uma visão aberta, deixando de lado o clericalismo. “Isso exige, da parte dos pastores, maior abertura de mentalidade para que entendam e acolham o ‘ser’ e o ‘fazer’ do leigo na Igreja, que por seu batismo e sua confirmação é discípulo e missionário de Jesus Cristo” (213). A preocupação, como podemos observar, do Documento de Aparecida é com a formação do leigo. A formação como ponto essencial para uma autêntica vivência eclesial no mundo secular.

As paróquias devem investir na formação dos leigos, a fim de que eles sejam bem instruídos e testemunhem com a vida sua missão no mundo secular onde desenvolvem sua atividade. O Documento é incisivo na formação do leigo. Os pastores não devem negar aos leigos o direito em participar de ministérios, os quais não devem ser privados às mulheres. “Garantir a efetiva presença da mulher nos ministérios que na Igreja são confiados aos leigos, como também instâncias de planejamento e de decisão pastorais, valorizando sua contribuição” (458b).
É bom que o leigo esteja inserido em todo o processo de formação, pois “a presença e contribuição de leigos e leigas nas equipes de formação traz uma riqueza original, pois, a partir de suas experiências e competência, eles oferecem critérios, conteúdos e testemunhos valiosos para aqueles que estão se formando” (281). E mais, eles “cumprem sua responsabilidade evangelizadora colaborando na formação de comunidades cristãs e na construção do Reino de Deus no mundo” (282). Esta formação deve contribuir para a atuação do leigo como discípulo missionário de Cristo Jesus no mundo em que vive.

Os leigos estão inseridos em diversas áreas da sociedade, cultural, política, econômicas, dentre outras. Por isso, o leigo tem um importante papel na Igreja. Ele é chamado a ser luz para o meio em que vive, é chamado a dar testemunho do evangelho no meio em que vive.

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