
POR UMA ESPIRITUALIDADE “HUMANIZANTE”
“O julgamento dos outros nos torna cegos para as nossas próprias falhas”
Diante de tantos segmentos religiosos que tenta sucumbir o que é humano em contrapartida do religioso, cabe-nos refletir sobre uma espiritualidade que respeite o humano e não fira o divino. Esta, chamamos de espiritualidade de baixo, da base, a partir do humano. Uma espiritualidade que não respeite e não olhe a condição humana, está fadada a distanciar-se de seu ideal. A espiritualidade que parte de cima nos apresenta grandes ideais. E, nós, às vezes, nos identificamos de tal modo com eles que acabamos recalcando nossas próprias fraquezas e limites pelo fato deles não corresponderem ao real. Dizia Evágrio Pôntico: “Se queres conhecer a Deus, aprende primeiramente a conhecer a ti mesmo!” Devemos nos observar para não aproveitarmos da piedade para nos vangloriarmos diante dos outros.
Segundo Anselm Grün, “não é conveniente que pessoas jovens pratiquem a meditação cedo demais e sigam o caminho da mística. Elas devem primeiramente saber distinguir o que constitui sua própria realidade. Elas devem encarar suas paixões e lutar com elas”. Para que não seja feito uso da meditação para desviar dos problemas que elas mesmas deveriam resolver. Problemas tais como é o caso, por exemplo, de nossa sexualidade recalcada, de nossas agressões e angústias reprimidas. Pois, à medida que nós temos coragem de descer até nossas próprias paixões, ela nos elevam a Deus, tornam-nos mais equilibrados e prontos para enfrentá-las e, mais, saber integrá-las de forma harmoniosa, equilibrada.
A espiritualidade, que chamamos de baixo, quer ser uma autêntica espiritualidade, a qual não desvincula a realidade humana da experiência religiosa individual, mas integra e uma corrobora a outra. Dentro desta concepção de espiritualidade, a pessoa vive mais solto e pronto para enfrentar seus recalques, suas sombras, pois motivada só por pensamentos não se chega a Deus, mas quem sabe, a imagens criadas a partir dos recalques, traumas e, mais, de cada necessidade.
À medida que a pessoa se conhece, sabe suas potencialidades, como seus limites, cresce em relação a si mesma e em relação ao divino, “conhecendo-se, conhece-se Deus”. Uma postura que requer autoconhecimento e uma honesta auto-avaliação.
“O julgamento dos outros nos torna cegos para as nossas próprias falhas”
Diante de tantos segmentos religiosos que tenta sucumbir o que é humano em contrapartida do religioso, cabe-nos refletir sobre uma espiritualidade que respeite o humano e não fira o divino. Esta, chamamos de espiritualidade de baixo, da base, a partir do humano. Uma espiritualidade que não respeite e não olhe a condição humana, está fadada a distanciar-se de seu ideal. A espiritualidade que parte de cima nos apresenta grandes ideais. E, nós, às vezes, nos identificamos de tal modo com eles que acabamos recalcando nossas próprias fraquezas e limites pelo fato deles não corresponderem ao real. Dizia Evágrio Pôntico: “Se queres conhecer a Deus, aprende primeiramente a conhecer a ti mesmo!” Devemos nos observar para não aproveitarmos da piedade para nos vangloriarmos diante dos outros.
Segundo Anselm Grün, “não é conveniente que pessoas jovens pratiquem a meditação cedo demais e sigam o caminho da mística. Elas devem primeiramente saber distinguir o que constitui sua própria realidade. Elas devem encarar suas paixões e lutar com elas”. Para que não seja feito uso da meditação para desviar dos problemas que elas mesmas deveriam resolver. Problemas tais como é o caso, por exemplo, de nossa sexualidade recalcada, de nossas agressões e angústias reprimidas. Pois, à medida que nós temos coragem de descer até nossas próprias paixões, ela nos elevam a Deus, tornam-nos mais equilibrados e prontos para enfrentá-las e, mais, saber integrá-las de forma harmoniosa, equilibrada.
A espiritualidade, que chamamos de baixo, quer ser uma autêntica espiritualidade, a qual não desvincula a realidade humana da experiência religiosa individual, mas integra e uma corrobora a outra. Dentro desta concepção de espiritualidade, a pessoa vive mais solto e pronto para enfrentar seus recalques, suas sombras, pois motivada só por pensamentos não se chega a Deus, mas quem sabe, a imagens criadas a partir dos recalques, traumas e, mais, de cada necessidade.
À medida que a pessoa se conhece, sabe suas potencialidades, como seus limites, cresce em relação a si mesma e em relação ao divino, “conhecendo-se, conhece-se Deus”. Uma postura que requer autoconhecimento e uma honesta auto-avaliação.
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